Pequena Miss Sunshine Postado em: 9 de março de 2009

Texto por Ana Paula Lourenço

Há alguns muitos dias, André me apresentou o SempreMotivado. Gostei do que encontrei na ocasião e me despertou a curiosidade o fato de alguns filmes estarem brevemente comentados. Pensei: posso fazer o mesmo e colaborar, mas guardei a idéia comigo. Dias depois recebo o convite do meu amigo para ser uma das “colunistas” dos blog, sem que eu precisasse dizer nada ou mover um músculo em busca de tal função.

De fato acredito no poder da mente, no poder das palavras, na programação neurolingüística, e, acima de tudo, no poder de nossos desejos e intenções. Na referida situação eu passava por um período onde absolutamente tudo de bom que queria pra mim caía no meu colo sem que ao menos eu precisasse verbalizar meu desejo. Então, de cara topei.

Contraditoriamente, eu tinha muito a dizer, mas não sabia se deveria fazê-lo e, por vários outros motivos, fui adiando minha participação como colunista (que título pesado!). Várias semanas depois do relatado, veio à memória o convite de André, o compromisso assumido, a responsabilidade que pus sobre mim mesma e a conseqüente cobrança (de minha parte, que fique claro).

Pensei então: escrever sobre o quê? Eu tinha a ação, a disposição, mas faltava-me agora o assunto. Como professora de português (alerto que usarei a norma antiga, na qual fui alfabetizada, pois ainda não me “reformei”) trago comigo a concepção de que um texto só tem função de existir se for para ser lido. Esta é a maior motivação para escrever: a leitura posterior. Curioso que ontem li no blog de uma amiga uma confissão sobre o prazer de ser lida por pessoas desconhecidas, estímulo para que continue escrevendo o que a mesma chama “asneiras”, e olha que ela não é professora de português.

Digressões a parte, eu deveria escrever sobre motivação, mas como, se me faltava uma necessidade genuína? Resolvido. Assisto a um filme e vou me obrigar a escrever sobre o mesmo. Será que vai funcionar? Enfim. Resumo (nada curto) da ópera: Já quase derrubada pelo sono, me dispus a ver Pequena Miss Sunshine, um filme que já havia locado várias vezes e não tinha conseguido assistir por inteiro.

Foi a melhor decisão. O filme é maravilhoso, na minha modesta opinião, pois trabalha com vários conceitos que nos parecem sólidos e estanques: vitória, derrota, fracasso, motivação, foco e por aí vai. Para quem não assistiu, fica o convite, afinal, a conturbada família da Olive, a candidata a Pequena Miss Sunshine, consegue cativar-nos por sua louca dinâmica de funcionamento.

O fato é que, dos seis personagens principais, praticamente todos têm um objetivo de vida estabelecido como fundamental, pelos quais lutam e enfrentam as adversidades. A garotinha deseja ser miss; o pai desenvolveu um plano de sucesso baseado em 9 passos que acredita fará sucesso editorial; o avô deseja um final de vida feliz, para tanto se entrega aos últimos prazeres que lhe resta (treinar a neta para o concurso de miss, cheirar heroína e ver revistas pornôs); o irmão adolescente aspira entrar para a academia de pilotos de caça.

Neste contexto apenas duas pessoas se diferenciam um pouco: a mãe, que aparentemente não alimenta nenhum desejo egocêntrico, e o tio, já completamente frustrado no início da narrativa. Todos fazem concessões para alcançar suas metas: a família economiza dinheiro para a publicação do livro, o adolescente faz voto de silêncio em busca do ingresso na escola de pilotos, a garota quase abdica do sorvete para ficar magra antes do concurso.

Após inúmeros fracassos coletivos e individuais, aceitos com certa dificuldade por cada um e pelo grupo, o núcleo se une para realizar o sonho da garotinha, não sem antes chegar à conclusão que não há derrota quando se está disposto a correr riscos. A vitória então assume o perfil de qualquer tentativa em busca de satisfazer os próprios sonhos. “Perdedor é aquele que tem tanto medo de não vencer que acaba não tentando” – é a lição que o avô deixa à garotinha. E sintetiza: se divertir é o objetivo final em qualquer empreitada.

Mais adiante essa idéia é retomada, tomando por exemplo o escrito francês Marcel Proust, definido como um fracassado – sem emprego, mal-amado, gay, com um livro publicado após 20 anos de produção, com poucos leitores (palavras do Tio Frank, especialista em Proust) – mas consciente que os anos de sofrimentos foram os mais produtivos por terem lhe ensinado coisas valiosas.

Finalmente, tudo que tinha valor antes passa a ser descartado pelos personagens, que fazem do momento a vitória, da diversão a tônica, tornando piada todas as adversidades enfrentadas.

Não sou anarquista, mas penso que em alguns momentos seríamos vitoriosos se agíssemos de tal forma, valorizando muito mais o percurso que a linha de chegada, recolhendo os ganhos ao longo do processo ao invés de contabilizar apenas os louros do resultado.

O fracasso é apenas um ponto de vista. Depende de como você percebe e interpreta o que está acontecendo no momento. É o que penso.

p.s.: Desta vez assisti ao filme duas vezes e assistiria tantas outras não precisasse devolver. ;)


Sim Senhor! Postado em: 2 de fevereiro de 2009

Sim Senhor! (Yes Man)

Quem é fã de auto-ajuda e auto-motivação não pode perder o filme Sim Senhor! que está em cartaz nos cinemas (título original – Yes Man).
A trama conta a história de Carl Allen (interpretado por Jim Carrey) um gerente de banco que vive dizendo “NÃO” para as oportunidades que lhe aparecem. E  com medo de exagerar ele realmente diz não a tudo! Vive inventando desculpas e culpando a falta de tempo.

A vida do Carl começa a mudar quando ele é convidado por um amigo a participar de uma palestra. No evento o palestrante, Terrence Bundley, interpretado pelo Terence Stamp (o Jor-El do seriado Smallville) pressiona Carl a fazer uma promessa. Nesse momento o Jim Carrey passa a ser um “YES MAN!” e, exageradamente, diz “SIM” a qualquer proposta que seja feita a ele.

O filme se desenrola nesse contexto, com os amigos de Carl usando e abusando dessa nova filosofia e com muitas cenas engraçadas.
Vale a pena assistir e até seguir essa filosofia.

Por favor, só não saia do cinema sem assistir todo o filme. A mensagem que o Terrence passa no final é extremamente importante para se tornar um Yes Man feliz!

Kung Fu Panda e Ratatouille Postado em: 4 de janeiro de 2009

Kung Fu Panda

Com o objetivo de ajudar o crescimento pessoal de cada um, criamos uma lista de filmes que transmitem uma mensagem positiva e motivacional. São filmes que devem ser assistidos não apenas como entretenimento, mas, sim, com uma visão crítica à mensagem que eles estão passando e, principalmente, como podemos aplicar esses ensinamentos nas nossas vidas.

Abaixo segue uma lista de alguns filmes indicados:

  • O Segredo
  • Quem Somos Nós
  • Coach Carter
  • Desafiando Gigantes
  • Patch Adams
  • Antes de Partir
  • Kung Fu Panda
  • Ratatouille
  • O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
  • Quebrando a Banca
  • E muitos outros.

Essa lista vai crescer com o tempo e para poder ajudar ainda mais na escolha dos filmes, irá ser criado um “release” para cada um.

Para a sessão de estréia vamos começar com dois filmes. Ambos se destacam dos demais apresentados na lista, principalmente pelo local onde são encontrados na locadora… nos INFANTIS. Os filmes são: Kung Fu Panda e Ratatouille.

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