Líder deve saber equilibrar os dois lados: razão x emoção Postado em junho 3rd, 2010

O duo razão e emoção é algo que permeia o cotidiano de todas as pessoas, porém, para aqueles que precisam liderar uma equipe, esse jogo é ainda mais presente e tem que ser muito bem equilibrado, para que não seja prejudicada a empresa ou a própria carreira.

Para a gerente-geral da Right Management, Elaine Saad, estes profissionais devem ficar sempre atentos para não permitir que a emoção ultrapasse a razão na hora de tomar decisões.

“Com o passar dos tempos, nos apegamos àqueles que trabalham conosco, passamos a gostar dessas pessoas, do que elas são em sua essência. Porém, muitas vezes, isso nos cega para enxergar o que eles são verdadeiramente como profissionais”, explica Saad.

Para a especialista, o profissional que deixa a razão de lado e pauta as decisões tomadas baseando-se mais no relacionamento que têm com os funcionários do que com a capacidade profissional dos mesmos, corre o risco de prejudicar a empresa e até a própria carreira.

Isso se deve ao fato de que, obviamente, não temos os mesmos laços com todos os funcionários e tratá-los baseando-se na emoção pode provocar em alguns o sentimento de injustiça, o que certamente desmotiva a equipe. Como consequência, impacta a performance dos seus liderados de maneira negativa. Tal efeito traz prejuízos ao rendimento da organização e, por sua vez, pode fazer com que o líder perca posições ou seja preterido em promoções dentro da empresa, além, é claro, da antipatia dos funcionários insatisfeitos.

Para evitar tais conflitos, o líder deve procurar separar a amizade do ambiente profissional, sempre levando em conta o que é correto e prioritário para a empresa. A especialista cita, para deixar mais claro, o caso do técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, que no momento da convocação dos jogadores que disputarão a próxima Copa do Mundo, disse que muitas vezes, ao analisar a lista, seu coração o chamava para alguns nomes, porém sua razão o fez optar por outros.

Para que os profissionais não acabem caindo na armadilha de sempre priorizar a emoção em vez da razão, Elaine dá a seguinte dica: “A pessoa precisa se autoconhecer e, caso perceba que é mais emocional, deve pensar em como toma decisões. Para isso, um exercício é escrever os fatores que o norteia nas tomadas de decisões e partilhar com a chefia e colegas para ver se está utilizando mais a razão do que a emoção”.

Fonte:  Administradores

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