É possível aprender a ser otimista Postado em maio 27th, 2010
O político Winston Churchill certa vez disse que “um otimista vê uma oportunidade em toda calamidade, e um pessimista vê uma calamidade em toda oportunidade”. O estadista afirmava que era otimista, pois não lhe parecia muito útil ser outra coisa.
A questão de ver o copo meio cheio ou meio vazio é complexa. Aceitar as situações desfavoráveis como necessárias, ter noção de que os problemas passam e fazer o que for possível para solucioná-lo são qualidades de um otimista inteligente. Não se trata de ver a vida como um mar de rosas, mas aceitar o que ela nos traz e ter vontade de reverter as adversidades.
“O otimismo é uma atitude mental que tem efeitos claramente positivos sobre nossa saúde física e psicológica, sobre a vida social e econômica, sobre o trabalho e sobre nossa sociedade em geral”, afirma o psicólogo e professor italiano Luigi Anolli, que dá aulas de psicologia cultural e psicologia da comunicação na Universidade de Milão-Bicocca.
Mas o otimista já nasce assim ou adquire esta característica com tempo? Para o psicólogo espanhol e especialista em risoterapia José Elías Fernández, “apesar de existir uma predisposição em cada pessoa a ser mais ou menos animada, positiva e alegre, também influi o ambiente em que se desenvolveu e como aprendemos a perceber o mundo. O otimismo é uma atitude perante a vida que pode ser cultivada, ampliada e aprendida, como outras habilidades”.
Para fazer prevalecer a parcela otimista que todos nós possuímos, o especialista indica direcionar cotidianamente um pouco de nossa energia para uma causa nobre. Esta consiste em atividades simples, como ser carinhoso com a família, fazer um favor a um amigo, ou organizar algum projeto comunitário. É também essencial se fazer presente em lugares que valorizem o seu bom humor, que te tragam positividade. Fazer um pequeno esforço para ver o lado bom de todas as situações ruins também irá ajudar a treinar o seu otimismo.
Muitos concluem de forma errônea que seriam muito mais felizes se vivessem uma vida sem problemas, estresses ou preocupações cotidianas, mas isto é desvalorizar a importância do incentivo e do conflito, assim como o prazer advindo da resolução de um grande problema. Embora seja realmente complicado entregar-se à família e ao trabalho, e fazer bem ambas as coisas, o simples fato de tentar se ocupar destes ambientes o melhor que se saiba e possa, de maneira positiva e rentável, é uma forma muito eficaz de evitar a depressão que provém do pessimismo. Se alguém se sente assoberbado, tem que incorporar novas atividades a sua vida, em vez de eliminá-las.
Uma vida sem problemas é o sonho de muitos, mas não passa de um sonho. Já que os problemas existem, encare-os com naturalidade, sabendo que, cedo ou tarde, eles serão problemas resolvidos.
Fonte: Yahoo! Notícias

